Só explodiram em Portugal (e penso que em muitos outros sítios) aquando do "terceiro" álbum (lançaram mais pelo caminho, mas não eram bem álbuns), You&Me. Foi por altura do seu lançamento, em 2008, que vieram a Portugal para tocar na primeira edição do Super Bock em Stock (hoje conhecido por Vodafone Mexefest). Dizem os relatos que encantaram um Teatro Tivoli completamente esgotado (até me lembro de ler na Blitz que até o Camané por lá andava). Não, eu não pude ir, para grande tristeza minha.
Mas não tardaram a regressar. Foi a 18 de Julho de 2009, num Estádio do Restelo que só queria ouvir a estreia dos Killers em Portugal, pela mão do Super Bock Super Rock. Foram os segundos da tarde/noite a tocarem. Sim, poucos foram os que lhes prestaram atenção. Mas eu prestei. E mais uns quantos que lá foram de propósito (ainda me lembro de ver um gajo de cabelos compridos, já com uns 27/30 anos, que chamava por eles, e depois gritava "Killers é m***a" e eu dizia "eehhhh não é preciso tanto!!"). O concerto não foi o melhor de sempre, mas deu para ver a excelente banda ao vivo que eram (são?). E para além disso foi a única vez que os vi tocar a "Thinking of a dream I had" (e estou neste momento a tocar mentalmente aquela bateria que faz lembrar lembrar um comboio dos antigos a iniciar a marcha, cada vez mais acelerado).
Aquele festival, num estádio, não tinha as mínimas condições para albergar um festival. As casas de banho eram mínimas, e estavam pessimamente situadas. Mas foi graças à sua localização que fiquei a conhecer o guitarrista dos Walkmen, Paul Maroon. Alguém do meu grupo tinha ido à casa de banho (ou estava na fila interminável para) e a zona (praticamente descoberta) do backstage ficava lá perto. E eis que lá estão a passar alguns dos elementos dos Walkmen, a carregarem o seu material (working bands!). O Paul chegou-se perto das barreiras, para cumprimentar umas raparigas francesas que ali estavam (sim, meti conversa com elas, e estavam a passar férias em Lisboa, e ficaram a saber que os Walkmen tocavam cá, e foram ao festival só para os ver, e depois iam-se embora). E eu aproveitei a situação para trocar umas palavrinhas com ele. Elogiei-os e pedi-lhes que voltassem, mas para tocarem numa sala fechada, onde pudessem tocar à vontade. E falámos de futebol. E de Lisboa. E aproveitei e (sim, fanboy!! e então?) tirei umas fotografias para perpetuar o momento. E foi depois destes dois concertos que, em 2010, surgia um álbum chamado Lisbon. Vá-se lá saber porquê. Por acaso até se sabe (sim, é um tributo à cidade que tão bem os acolheu, e que de alguma forma os conquistou - é procurarem por aí as entrevistas).
Sim, ainda me lembro daquela vez em que eu conheci o Paul Maroon dos Walkmen. Não é grande história, nem emociona ninguém, mas gosto de a contar.
O video é mau, não tem qualidade nenhuma, mas foi o melhor que encontrei no Youtube para exemplificar esse dia. Procurem por uma versão de estúdio da canção, e entenderão quão fantásticos são os Walkmen. Se precisarem de mais dicas de músicas, é só pedirem.
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