terça-feira, 26 de maio de 2015

Casa da Praia

Por hoje, só mais uma coisa: os Beach House regressam a Portugal em Novembro, para concertos em Lisboa e no Porto, dias 23 e 24 respectivamente. Os bilhetes são postos à venda 6ª feira. Contem com os meus 25 euros. Deviam equacionar fazer o mesmo. Nem que seja para ouvir a Victoria dizer "I'll take care of you, in a year or two".


Gostava que fosse já amanhã.

A caminho do Primavera

Sim, falta pouco mais de uma semana. Como sou um gajo previsível, já não penso em mais nada para aí há mais de duas semanas, como devem calcular. Já está tudo praticamente tratado. Estadia, viagem, companhia. Até horários já temos. Só falta ir.

Como não podia deixar de ser, e ainda para mais num festival eclético e para melómanos, existem algumas sobreposições. O ano passado, pessoalmente, sofri um bocadinho mais. Este ano sofro menos, mas ainda assim algumas dúvidas:

05 Junho
José González (20h10) vs Twerps (20h30)
Jungle (01h40) vs Run the Jewels (01h40)

06 Junho
Death Cab for Cutie (22h10) vs Ex Hex (22h30), embora esteja decidido que vai ser DCFC
Ride (23h20) vs The KVB (23h30), embora esteja decidido que vai ser Ride

Para muitos, pode ser uma desvantagem em relação a outros festivais, mas ter o primeiro dia apenas com dois palcos, alternados, é para mim uma satisfação. Podemos ver tudo, sem estar a pensar no que estamos a perder noutro palco qualquer. Este ano não é excepção. Dia 04 Junho é para ouvir tudo! E que bom vai ser ouvir o Sr. Mikal Cronin a rockar ao som disto:


I've been starting over for a long time
I'm not ready for another day
I fail at feeling new
The time is right, I'm only getting older
I'm not ready for the second wave
The weight of seeing through
in Weight
Mikal Cronin

Não deixem de ouvir a Piano Mantra!

domingo, 17 de maio de 2015

Mais suportável

"Mais de 40 anos depois de fundar uma das bandas de culto do punk, Chris Bailey acorda todos os dias impressionado por 'manter o entusiasmo passados todos estes anos'. É um homem com uma visão modesta do seu trabalho. 'Não é o trabalho mais importante do mundo. Por estes dias tendo a achar que as pessoas que constroem casas, as que cozem pão, os enfermeiros e os médicos são mais importantes. Mas é verdade que, sem música, o mundo seria muito menos agradável.' E, por isso, ele continua a querer contribuir para tornar a vida no planeta mais suportável."

in O que é afinal isso do Punk?
por Mário Lopes - Ípsilon , 24 Abril 2015

Sim, sem música a vida era menos suportável.

sábado, 16 de maio de 2015

Iota (um bocadinho muito pequeno)



if only we could turn ouservels around
and all the things we're looking for were found
if only we grew wiser with each breath
if only we could dance our way to death

if only all our dreams were coming true
maybe there'd be some time for me and you
if only all the world could sing along
in perfect rhythm to the perfect song
in Iota
Angel Olsen

Haverá forma mais bonita de descrever quão pequenina e miserável é a nossa vida?

sexta-feira, 15 de maio de 2015

A caminho do Primavera

Quem for ao Primavera não deverá perder a oportunidade de presenciar a estreia dos Ought em Portugal. Não que eu saiba muito sobre estes senhores. Sei que são canadianos, que têm um par de discos lançados o ano passado, com um bom punhado de excelentes canções, que a voz do vocalista me faz lembrar a voz do Tom Verlaine dos Television, que têm aquela energia que temos quando temos 20 anos. São o que gosto de chamar de punks de camisa para dentro. Som visceral, ora rápido, ora lento, bateria repetitiva, guitarras ao alto, e um excelente frontman.

Não sei ainda em que palco tocam, mas apostaria no ATP. E acho que não haveria melhor palco para um concerto desta categoria. Certamente que haverá empurrões, braços no ar, saltinhos, euforia. Será uma festarola. Melhor só seria possível na Garagem da EPAL. Ou na ZdB. Quem faltar não percebe nada disto. A menos que toquem à mesma hora dos Ride. Ou dos Death Cab.

Já me estou a imaginar, a andar aos saltos, e a abanar a cabeça, ao som disto. Ah!

domingo, 3 de maio de 2015

Daquela vez em que eu...

2006, 26 Novembro, Coliseu dos Recreios. Talvez tenho sido o primeiro concerto "oficial" a que fui. E foi para ver os Gotan Project. E acho que dificilmente haveria melhor forma para começar.

São, digamos, uma fusão de tango com música electrónica, aquilo que alguns chamam de cibertango. Só escutado, mas acho que se consegue ter uma ideia. O nome "Gotan" vem da troca das sílabas da palavra Tango (Tan-go vai dar Go-tan - isto deve ter um nome mas eu não sei qual é). Passados 14 anos da edição do primeiro álbum, e 9 do segundo, e 4 do terceiro, chegamos à conclusão de que a fórmula não terá muito mais por onde evoluir, mas os dois primeiros álbuns, especialmente o primeiro (La Revancha del Tango), são qualquer coisa, daquelas de, quando ouvimos pela primeira vez, ficarmos "o que é isto? Isto é muito bom!!".

Não me lembro de como os descobri, mas não quis perder a oportunidade de os ver, ainda para mais estando a promover o segundo álbum Lunático.

Lembro-me que tinham estado em Portugal não à muito tempo. Mas de vez em quando (e acho que isso também deve acontecer noutros países), cai-nos no goto determinada banda/artista, sem motivos "objectivos". Os Gotan Project são um desses casos. Podiam vir duas ou três vezes por ano, que o concerto teria casa cheia.

Não me recordo se o concerto estava esgotado, mas que estava cheio estava. E eu não tinha bilhete. Mas ainda assim entrei pela porta principal. Na altura a minha prima namorava com aquele que hoje é o seu marido, que por acaso tinha (tem) um irmão que trabalhava no Coliseu. Lembro-me de lá chegarmos, e ele, como se não nos conhecesse, nos recebe como se fossemos uns VIP's quaisquer, encaminhando-nos para o elevador. Aí pica uns "bilhetes" em branco e diz-nos "vocês agora vão sempre em frente, que ninguém vos vai perguntar nada". E assim foi. Lá entrámos, sem qualquer problema, para uma das noites das quais nunca me hei de esquecer.

Nesse mesmo concerto, um dos pontos altos foi quando Sam the Kid (sim, esse mesmo) participa na "Mi Confesíon", quase levando o Coliseu abaixo. Sim, tango, música electrónica e hip-hop. Irresístivel.
Não é só a música que marca os seus concertos. São os vídeos a acompanhar as músicas, a indumentária, as vozes das senhoras que os acompanham, as danças. É um espectáculo que não precisa de fogo de artificio como outros precisam (para distrair da música fraca).

Voltei a ver os Gotan Project em 2008, desta vez no Campo Pequeno. Foram concertos diferentes (é algo que eles conseguem fazer como ninguém, mesmo que as músicas sejam as mesmas), mas ambos fantásticos. Foi como se aquilo se tivesse transformado numa pista de dança gigantesca. Já cá voltaram depois disso, mas por conflitos de agenda, de t€mpo, ou por qualquer outro motivo, não compareci. Prometo fazê-lo na próxima.

Haveria melhor forma de começar este vício de que um concerto "gratuito" dos Gotan Project?


Burn Your Fire for No Witness



Vai se estrear em Portugal em nome próprio em Setembro, a 05 em Guimarães, e a 08 em Lisboa, através da ZdB e logo num sítio como o Palácio Sinel de Cordes (Trienal de Arquitectura de Lisboa). Só vos peço que não comprem o bilhete enquanto eu não fizer. Custam 20 euros e estão à venda na Flur e na Tabacaria Martins.

PS: Vou aproveitar para a pedir em casamento.

A caminho do Primavera

De amanhã a um mês começa o Primavera. Maluquinhos como eu já só pensam: "Como vai estar o tempo?", "Quais serão os horários? Vou conseguir ver tudo o que quero?", "Será que há alguma surpresa de última hora?". É um Síndrome qualquer, ainda não totalmente estudado. Mas eu tenho a certeza que o tenho.

Um dos acontecimentos será sem dúvida o regresso dos Ride, 20 anos depois. Sim, eu era uma criança quando eles deixaram de tocar juntos e não fazia ideia de quem eram os Ride. Mas uns anos depois passei a saber. E estas reuniões servem para provar quão intemporais conseguem ser determinadas bandas. É a diferença em relação a outras reuniões, que mais não servem para alimentar o mercado do saudosismo. Os Ride são uma das melhores bandas britânicas dos últimos 30 anos e o seu Nowhere um dos discos essenciais para qualquer melómano. São parte do "movimento" que se convencionou chamar de shoegaze, a par dos My Bloody Valentine, dos Slowdive ou dos Lush, e que hoje meio mundo refere como influência.

Todos os que, no dia 06 de Junho, estiverem no Porto, poderão flutuar ao som de "Polar Bear", "Kaleidoscop", "Decay" e especialmente (e de olhos fechados) de "Vapour Trail".