domingo, 3 de maio de 2015

A caminho do Primavera

De amanhã a um mês começa o Primavera. Maluquinhos como eu já só pensam: "Como vai estar o tempo?", "Quais serão os horários? Vou conseguir ver tudo o que quero?", "Será que há alguma surpresa de última hora?". É um Síndrome qualquer, ainda não totalmente estudado. Mas eu tenho a certeza que o tenho.

Um dos acontecimentos será sem dúvida o regresso dos Ride, 20 anos depois. Sim, eu era uma criança quando eles deixaram de tocar juntos e não fazia ideia de quem eram os Ride. Mas uns anos depois passei a saber. E estas reuniões servem para provar quão intemporais conseguem ser determinadas bandas. É a diferença em relação a outras reuniões, que mais não servem para alimentar o mercado do saudosismo. Os Ride são uma das melhores bandas britânicas dos últimos 30 anos e o seu Nowhere um dos discos essenciais para qualquer melómano. São parte do "movimento" que se convencionou chamar de shoegaze, a par dos My Bloody Valentine, dos Slowdive ou dos Lush, e que hoje meio mundo refere como influência.

Todos os que, no dia 06 de Junho, estiverem no Porto, poderão flutuar ao som de "Polar Bear", "Kaleidoscop", "Decay" e especialmente (e de olhos fechados) de "Vapour Trail".



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