quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Correrias

Não sei se a minha eventual (digo eventual porque ainda não comprei o bilhete) presença no Vodafone Mexefest 2014 conta como exercício físico, já que vou ter que andar a correr de um lado para o outro. Como faço pouco, vou dizer que conta. Os horários já saíram, as salas também, até já começaram os cancelamentos (os I Break Horses, por causa da greve da TAP já não vêm, o que neste caso, embora triste, me facilita, pois a substituição - Jay-Jay Johanson, não é uma prioridade), e por isso é altura de traçar um plano (mesmo que depois, provavelmente, acabe por não o cumprir).

Tomei por objectivo, para além de ver a Sharon van Etten e os Cloud Nothings, passar por quase todas as salas, que por si só valem o bilhete. Estou a falar da Sociedade de Geografia de Lisboa, da Casa do Alentejo ou do Palácio Foz, entre outros. São locais raramente acessíveis ao público, tirando a Casa do Alentejo, mas fantásticos. No 1º dia tenho o roteiro plenamente definido, vai dar para ir a vários desses sítios, sem sentir estar a perder alguma coisa noutro sítio. A única dúvida para já é entre Kindness (no Rossio) ou King Gizzard & The Lizard Wizard (na Garagem da EPAL)? Talvez me decida pelos segundos, mas logo se vê.

No 2º dia, é que é mais difícil. É muito bonito dizer que é um festival para a descoberta, para nos pôr a mexer, e essas coisas todas muito bonitas. Mas e quando se tem Adult Jazz, Curtis Harding, Perfume Genius, Palma Violets, Sharon van Etten, Cloud Nothings, já para não referir os portugueses (que nestas condições, e desculpem-me por isso, são relegados para 2º plano, pelo simples facto de que os conseguiremos ver muito em breve, e, em caso de dúvida, nem hesitarei), tudo no mesmo dia, a coincidir ao mesmo tempo? Já não tem tanta graça. Acaba por ser positivo, pois é indicação de que o cartaz é bom, mas depois...

Na altura logo se vê.

Ainda assim, gostava que pensassem nestas quatro sugestões:

Shura na Casa do Alentejo - é ainda uma desconhecida, sem nenhum álbum editado, mas já com uns quantos singles com milhões de visualizações no youtube. Segue numa linha de FKA Twigs, Jessie Ware ou Rhye. É uma oportunidade única para a ver antes da explosão que se avizinha.

Johanna Glaza na Igreja de São Luís dos Franceses - também ainda não tem nenhum álbum editado, a informação sobre ela não abunda, mas faz lembrar Kate Bush, uma Joanna Newsom com menos harpa ou até Julia Holter. A sua canção "Shall I be a Saint" é fantástica (ver vídeo abaixo). Outro caso de descoberta antes do tempo.

Sharon van Etten no Coliseu dos Recreios - se eu só pudesse ouvir um dos concertos, não teria dúvidas na escolha. Seria o dela. Vem na altura certa, com o seu melhor álbum (o melhor do ano?), e numa sala especial como o Coliseu.

Cloud Nothings no Ateneu Comercial de Lisboa - este ano já cá estiveram, a fechar o Primavera Sound do Porto. Trazem um dos melhores álbuns do ano, fazem música sem espinhas, direitos ao assunto, e costumam partir tudo em palco. É capaz de sairmos do Ateneu a suar.

Se vai ser bom ou não, só no fim se vê. Mas a edição deste ano tem o mérito de me meter a correr de um lado para o outro. E parece que vai haver chocolate quente...

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